Memórias Beneditinas


Irmã Maurizia laborante nasceu em Dorno Lomelina, Itália Chamada, no Batismo de Martina, ela tornou-se professora e no ano de 1947, também veio para o Brasil para colaborar com as primeiras Missionárias.

Irmã Maurizia   - Memórias Beneditinas

Pessoa dinâmica e de grandes iniciativas, ela enfrentava, com coragem, os desafios e não foi diferente quando veio para o Brasil. Foi sua fé, somada à imensa força interior, que a impulsionaram a deixar sua Pátria e doar toda a sua vida pelo bem da Missão brasileira.
Pesso forte e dedicada, ela costumava dizer:

Sou Irmã Maurizia Laboranti! Laboranti que em latim, significa ‘trabalho’, ’serviço’, ‘atitude’. Portanto, Irmã Maurizia do trabalho”

Honrando o seu nome, Irmã Maurizia , que era professora e também enfermeira, colaborou ativamente para o crescimento e a expansão das obras da Congregação em solo brasileiro.
Como autêntica Beneditina da Divina Providência, vivia por gestos concretos o Carisma deixado pelas Fundadoras Maria e Giustina schiapparoli, de acolher, assistir e educar a infância e a juventude. Ela se preocupava especialmente com as mais necessitadas. Logo que chegou assumiu, por seis anos um difícil trabalho junto às crianças pobres e marginalizadas do ” Recolhimento Infantil ‘Arthur Bernardes’, que acolhia crianças provenientes da FEBEM/RJ, conhecidas por seus comportamento difícil.
Foi a partir de suas iniciativas e de suas luta vigorosa, que nasceram importantes obras da Congregação, no Brasil, como os Colégios: “Instituto Pio XI”, no Rio de Janeiro, o “Institto São Pio X” e o “Lar Madre Benedita”, em Osasco- SP, frutos de sua preocupação com a educação das crianças mais excluídas e desamparadas.
Ela amava a Congregação e sua dedicação pela Missão, no Brasil, foi realmente heróica! Não media sacriíficios e dificuldades.
Com o espírito de liderança, exerceu, por muitos anos, o serviço de Superiora local. Entre os anos 1958 a 1964, foi Delegada da Superiora geral , sendo responsável pelas Comunidades do norte, procurando ajudá-las, sendo solidária em suas dificuldades.
Irmã Maurizia era uma pessoa enérgica e exigente na comunidade, entretanto, sabia ser zelosa com as coirmãs. Preocupava-se com a saúde, com o lazer e com o descanso de todas, reconhecendo que era muito o trabalho de cada uma, embora necessário. Ela preocupava-se também com a vida espiritual das Irmãs: a orientação, a confissão e a vida de oração diária. Era como uma mãei firme, mas zelosa pelo bem estar dos filhos!

Memórias Beneditinas - Memórias Beneditinas

A força de Irmã Maurizia vinha de Deus, em quem confiava plenamente. Pessoa de oração, ela mantinha-se sempre unida a Deus, e era grande devota de São José. Em suas lutas e dificuldades, confiava a ela suas preocupações e demosntrando sua fé dizia sempre: “São José resolve tudo! Ele é patrão da casa!”
Irmã Maurizia dedicou à Congregação, no Brasil, os melhoras anos de sua vida. foram 45 anos de admirável dedicação! Toda sua força e vigor foram colocados a serviço do Senhor, nesta terra de Deus. Voltou para a Itália apenas para visitar seus familiares e para suas merecidas férias.
No fim de sua vida, como sofresse de constantes problemas cardíacos, foi para Nova Veneza - SC, e lá passou quatro longos anos de sofrimentos.
Sua vida foi entregue definitivamente no altar do Senhor, no dia 27 de dezembro de 1992. Tinha 82 anos de idade.

Irmã Frederica Maga nasceu em Broni, Itália. Essa Irmã alegre e sempre animada, que recebeu, no Batismo, o nome de Matilde, foi também uma das pioneiras Missionárias.

Irmã  Frederica - Memórias Beneditinas

Como tinha grandes dotes culinários, exerceu sua missão nas Comunidades de Santa Catarina e Minas Gerais, através de seu habilidoso trabalho como cozinheira. No Hospital “São Francisco de Assis”, em Três Pontas - MG, onde trabalhou por vários anos, Irmã Frederica também distribuía remédios gratuitos para os pobres, que não tinham condições de comprá-los nas farmácias, e colaborava providenciando os internamentos na enfermaria do hospital.
Pessoa ativa e muito irriquieta, Irmã Frederica não conseguia ficar parada e trabalhava muito, especialmente na cozinha. Embora fosse de cárater forte, ela tinha um bom coração e não guardava mágoa de ninguém. Prestativa, ela também sabia demonstrar amor aos que estavam ao seu redor e partilhar com eles aquilo que tinha consigo. Possuia grande amor pelos pobres e também pelas jovens, que apreciavam o seu entusiasmo.
Irmãs  - Memórias Beneditinas
Silenciosa e orante, Irmã Frederica demosntrava grande zelo pelas coisas da Igreja e da Congregação.
Irmã Frederica ficou no Brasil por 26 anos; depois, em abril de 1962, retornou a Itália, onde faleceu, bem idosa, no dia 22 de fevereiro de 1993, após 66 anos de sua Consagração Religiosa.

Irmã Giorgina Molinari nasceu em Montù Beccaria, Itália. Dorina, como foi chamada no Batismo, era uma dedicada enfermeira, que já havia trabalhado em vários hospitais na Itália, antes de vir para o Brasil.

Irmã Giorgina

Em 1936, quando chegou em Nova Veneza-SC, foi trabalhar no hospital “São Marcos”, onde ficou por mais de três anos. Depois, fez parte do primeiro grupo de Irmãs que foi trabalhar na cidade de Barra Mansa-RJ; ocasião em que aconteceu a primeira separação do grupo missionário para terras mais distantes. Em seguida, foi para Três Pontas-MG e ali, permaneceu por longos anos. Mais tarde, voltou novamente para Santa Catarina.
Religiosa trabalhadeira e sempre disponível, Irmã Giorgina exerceu se apostolado junto aos doentes, com grande responsabilidade. Tinha para com eles um carinho todo especial e era sempre muito delicada e atenta às suas necessidades. Muito humana e compreensiva em seus relacionamentos, ela tinha sempre, em seus lábios, um sorriso para distribuir e assim acolhia bem todos os que se achegavam a ela.
Irmã Giorgina exerceu também a missão de Superiora de suas coirmãs. Pessoa piedosa, ela se sacrificava pelo bem de todas, na Comunidade. Naqueles primeiros tempos difíceis sem nenhum conforto, ela soube assumir, com resignação, a imensa pobreza em que as Irmãs viviam, exortando as formandas, para que fizessem economia e fossem generosas em seus sacrifícios.
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Gostava de permanecer em oração; tinha um grande amor à Maria Santíssima, e sabia dar provas de sua confiança na Divina Providência. Tinha também grande zelo por sua vocação de Consagrada do Senhor.
Apesar de sua aparência corada e bem robusta, Irmã Giorgina Molinari tinha saúde frágil e sofria muito de problemas cardíacos. Sua debilidade física, porém, não a impediu de exercer incansavelmente o seu apostolado, no Brasil, durante 30 anos. Por causa de sua saúde debilitada, em maio de 1966, Irmã Giorgina, com muito pesr voltou para a Itália.
Irmã Giorgina Molinari, serva fiel do Senhor, faleceu na Itália, no dia 27 de dezembro de 1980, após de 54 anos de sua Consagração Religiosa.

Irmã Eligia que, no Batismo, foi chamada de Teresa Nobile, nasceu em Zinasco Vecchio, Itália.

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A característica mais marcante dessa corajosa Religiosa foi sempre a sua imensa caridade. Apesar de ser bastante enérgica, amante da ordem e exigir de suas coirmãs pontualidade na oração e responsabilidade em seus compromissos, Irmã Eligia era uma pessoa toda voltada para os outros, especialmente os doentes e as crianças necessitadas. Muito sensível aos sofrimentos das pessoas , ela tinha um grande coração e quando via alguém necessitado sempre dava um jeitinho de ajudar e de amenizar seus sofrimentos.

Quando veio para o Brasil, ela foi trabalhar no Hospital “São Marcos”, de Nova Veneza-SC, pois era enfermeira; trabalho que exercia com exemplar dedicação e responsabilidade. Como o “Bom Samaritano” do Evangelho, ela fazia tudo para que os doentes fossem respeitados e bem atendidos, sempre pronta para rezar com eles, incentivando-os a terem confiança na cura e na recuperação da saúde.
De espírito vigoroso, disponível e muito correta em seu proceder, Irmã Eligia aceitava qualquer serviço. Tinha grande dom para a adiministração e quando coordenava o movimento hospitalar ou a Comunidade religiosa, o fazia com muita competência. Pessoa orante e de grande confiança em Deus, essa enfermeira caridosa gostava também de cantar e arrumar a Capela para Jesus Sacramentado.

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Na comunidade, Irmã Eligia amava muito as Irmãs e formandas e procurava sempre o bem de todas, interessando-se para que aprendessem tudo o que estivesse ao seu alcance. Mesmo trabalhando nos hospitais, sempre que podia, enviava, generosamente, alguma coisa para a Casa de Formação, sacrificando-se pelo bem das formandas. Tinha também um carinho especial com as meninas acolhidas e seu extraordinária caridade era exemplo para todos!
Irmã Eligia ajudava os parentes das Irmãs e as famílias mais pobres, procurando fazer estudar as filhas. Andava sempre com uma sacola na mão cheia de coisas para distribuir aos mais necessitados. Várias vezes, nos hospitais por onde trabalhou, Irmã Eligia assumiu e acolheu crianças, por tempo indeterminado, para tratamento ou por falta de recurso dos pais.
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Na sua velhice, ainda lúcida, Irmã Eligia se recordava muito do Brasil, onde ficou por 33 anos, e dizia rezar todos os dias, em português, a oração da Consagração a Nossa Senhora.
Esta religiosa, que doou sua vida pelos mais frágeis, com exemplar caridade, faleceu, bem idosa, aos 24 de outubro de 1998, em Voghera, na Itália.

Irmã Aurelia Omarini nasceu em Paruzzarro, Itália, e, no Batismo, foi chamada de Vittoria Maria Giuseppina. Dez anos após a Primeira Profissão, ela veio ao Brasil, como corajosa pioneira do primeiro grupo missionário.

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Esta religiosa amável possuía grandes dons para os trabalhos manuais, e sempre pretou esses preciosos serviços, que sabia fazer tão bem, pelos diferentes lugares por onde passou. Conta-se que era uma “fada” caprichosa.
No início da Missão brasileira, dedicou-se a ensinar trabalhos manuais para para as formandas para as internas, além de ajudar também na Paróquia, na Catequese e Liturgia. O trabalho manual era uma arte muito valorizada naquele tempo e, por isso, Irmã Aurelia era muito preocupada pelas senhors e pelas moças de Nova Veneza-SC e região, que queriam que as Irmãs fissem os enxovais para os casamentos.
No Noviciado, como Mestra de trabalhos manuais, Irmã Aurelia produzia junto às jovens formandas, os trabalhos de encomenda tão solicitados pelas senhoras, para ajudar no sustento da casa e, ali, ela alternava o dia entre oração, os trabalhos da casa e os trabalhos manuais.
Pessoa de grande espírito de oração, Irmã Aurelia, como autêntica Beneditina, deixou às Irmãs e formandas, que com elas conviveram, um grande exemplo de amor pela oração, pelo silêncio e pelo trabalho. em suas aulas trazia sempre consigo, no braço, um terço, para lembrá-la de rezar sempre a Deus e procurava rezar com as alunas e formandas, muitas jaculatórias e a oração que abençoava cada hora.
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Em 1946, Irmã Aurelia foi para Campos Gerais- MG, onde exerceu a missão de Superiora de suas coirmãs. Entre os anos de 1956 a 1960, trabalhou também em Laguna-SC, cuidando dos idosos pobres e abandonados no Asilo”Santa Isabel”.
Em março de 1960, Irmã Aurelia voltou para a Itália, após 24 anos de dedicação a Deus pelo bem da missão no Brasil, e faleceu em Voghera, depois de longos dias de agonia, no dia 16 de maio de 1985.

Esta religiosa, de olhos vivazes e profundos, nasceu em Garlasco, Itália. Recebeu, no Batismo o nome de Rosa Franchini.

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Motivada por um grande amor a Deus, Irmã Flávia foi capaz de deixar sua Pátria e integrar o primeiro grupo missionário. Quando veio para o Brasil, ela era professora diplomada, missão que exerceu também em Nova Veneza-SC, com paixão e grande competência: seus alunos eram considerados sempre os mais preparados.
Era uma pessoa muito educada e prendada. Conhecia música e tocava piano muito bem. Estudiosa, em pouco tempo, Irmã Flávia aprendeu o português e pôde assim dar aulas para as jovens internas e para as moças, rapazes e crianças, que vinham participar das aulas no Colégio “Instituto Sagrada família”.
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Sempre comunicativa e sorridente, ela tinha o dom de cativar e convencer as pessoas ao seu redor.
Irmã Flávia era muito culta e tinha um profundo conhecimento sobre a História da Igreja, a Sagrada Escritura e as Religiões e, assim, colaborava tambéma na formação das novas jovens candidatas à Vida Religiosa. Ela tinha grande amor a Nossa Senhora e era devota de São Bento e São José. Amava a Igreja, e tinha grande interesse pelo crescimento da Congregação.
Pessoa de fé e oração, Irmã Flávia era cheia de Deus e levava muito a sério seus compromissos religiosos. Quando falava de Jesus, seus olhos e todo o seu ser se iluminavam; sabia ler nos acontecimentos de sua vida e da missão, a ação poderosa da Providência Divina. As Irmãs, muitas vezes, a ouviam dizer: “Oh, Santíssima Providência de Deus!”
Entretanto, embora seu espírito fosse vigoroso, sua saúde era frágil! Nos primeiros anos da Missão, não se adaptando ao clima do sul do Brasil, ela contraiu tuberculose pulmona, doença muito temida naqueles tempos e , por isso, teve que ir se tratar em um sanatório em Petrópolis-RJ, mas nunca restabeleceu a saúde, por completo. Ao regressar a Nova Veneza-SC, ela não pôde mais dar aulas, como professora, entretanto, não desanimou! Sua força vinha de Deus e, por isso, aceitava, com fé e otimismo, as circunstâncias que a sua doença a submetia, e continuou a colaborar na formação das Noviças, fazendo a Leitura, explicando as Constituições, regras de vida das Irmãs Beneditinas da Divina Providência, e ajudando suas coirmãs que eram professoras.
Em 1953, quando regressou para a Itália, após 17 anos de apostolado, Irmã Flávia estava novamente doente.
Irmã Flávia estava muito doente quando faleceu, na Itália, no dia 20 de março de 1966. Tinha, então, 64 anos de idade.

Irmã Ferdinanda Cossiga nasceu em Sassari, Itália, e recebeu, no Batismo, o nome de Salette. Era professora diplomada e, antes de vir para as terras brasileira, essa bondosa religiosa dedicou-se à instrução religiosa por vários anos.

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Com um andar seguro e olhos preto, Irmã Ferdinanda foi uma grande educadora. Sempre cordial e agradável, ela conseguia conquistar a simpatia de seus alunos mais vivazes e irrequietos. Sua fé e seu amor a Deus a motivaram na nobre missão de educar. Ela dizia: “O nosso dever de educadores é, principalmente, aquele de transmitir Deus às almas e as almas a Deus!”
Antes de deixar a Itália, Irmã Ferdinanda fez um curso de Farmácia e, quando chegou em Nova Veneza-SC, ficou a princípio, no hospital “São Marcos”, onde trabalhou como enfermeira.
No início de 1940, com mais três coirmãs, aceitou o desafio de ir, pela primeira vez para Minas Gerais, na cidade de Três Pontas- MG. Mais tarde, com a chegada de Irmã Concetta Calcagno, que veio ao Brasil em 1949, as duas assumiram a missão de Superiora, respectivamente, das Comunidades do Hospital “São Francisco de Assis” e do Colégio “Sagrado Coração de Jesus”, pois as demais Irmãs eram novas. Ambas se ajudavam mutuamente.
De temperamento calmo e humilde, embora falasse pouco, Irmã Ferdinanda era alegre e tinha facilidade para fazer amigos. Em sua convivência fraterna, sabia ser paciente, prudente e muito bondosa e, por isso, era miuto querida por todos. De saúde frágil, esquecia-se de si mesma, para ajudar os que estavam a sua volta.
Pessoa de oração, Irmã Ferdinanda tinha alma contemplativa. Gostava de observar as flores, ouvir o canto dos pássaros e de trabalhar na horta. Ficava triste quendo não podia participar da Santa Missa, que considerava indispensável para sua vida de fé. Ela também valorizava o silêncio, a pobreza, a austeridade e tinha grande amor pela Congregação.
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Essa generosa Irmã ficou no Brasil por quase 27 anos; depois voltou para sua pátria. Em sua velhice não tendo mais condições físicas para o trabalho, Irmã Ferdinanda perdeu também a fala, mas ainda se comunicava através de gestos e de seu doce sorriso.
O Senhor Deus a chamou no dia 02 de janeiro de 1968

Irmã Faustina Oldani (Maria Madalena Oldani) nasceu em Diamante, na Argentina, no dia 1º de dezembro de 1889. Era filha de José Oldani, um industrial italiano, e de Teresa Terra, doméstica.

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Quando era ainda Jovem, seus pais regressaram à Pátria, Itália, estabelecendo-se numa cidade da Lombardia, onde realizou seus estudos. Aos 17 anos, ela se sentiu chamada a servir a Igreja, na Vida Religiosa, e no dia 30 de setembro de 1908, ingressou na Congregação das Irmãs Beneditinas da Divina Providência, em Voghera – Itália, onde fez o Noviciado. No dia 15 de agosto de 1909, recebeu o hábito religioso e, 14 de agosto de 1910, fez a Primeira Profissão Religiosa.

Foi logo nomeada professora no Jardim de Infância de Baveno, onde ficou durante 10 anos. Depois disto, foi transferida para trabalhar no seminário Diocesano de Bobbio, como Superiora da comunidade e diretora da obra, num período de 16 anos.

Deus em seu plano Divino reservara-lhe uma grande missão: partir, com um grupo de seis Irmãs, para as missões no Brasil. Aqui, as Irmãs que a conheceram, todas são unânimes em ressaltar seu espírito de sacrifício, de oração e de confiança ilimitada na Divina Providência.

Foi uma irmã exemplar. Lutou muito para conseguir licença para abrir o Noviciado, em Nova Veneza – SC. Quantas noites permanecia levantada, fazendo tricô, para poder ganhar um dinheirinho, a fim de providenciar o necessário para todas. Era de admirar sua fé em São José.

Ofereceu sua vida para o bom êxito das Jovens brasileiras chamadas à Vida Religiosa. Quando devia, por direito, voltar a sua Pátria, para visitar os familiares, renunciou, dizendo que ofereceria este dinheiro para a construção do Noviciado. Antes de morrer, depois de Passat 13 anos junto as crianças do Paraíso da Criança, em Urussanga-SC, numa doação total, pediu licença ao diretor desta casa para morrer ali mesmo, mas, se pudesse, queria ser enterrada no mesmo dia, para não dar trabalho, à noite. Assim, as crianças dormiriam mais sossegadas.

enterro ir. faustina 1 - enterro ir. faustina 1

Em 1963, após 53 anos de dedicação a Deus e aos irmãos, na Vida Religiosa, o Senhor veio buscar essa Santa Religiosa, justamente no Dia dos Finados. Sua morte causou grande tristeza ao coração das Irmãs e de todo o povo de Urussanga. As crianças ficaram inconsoláveis e duplamente orfãs. Ela Morreu aos 74 anos de idade, vítima de complicações de um derrame celebral. No dia de sua morte, estava rodeada por muitas crianças e coirmãs, a quem amou tão profundamente e por quem foi capaz de entregar toda sua vida.

Depoimento de Monsenhor Angenor Neves Marques:

ir faustina - ir faustina

“ Irmã Faustina… Que direi? Poderia escrever uma linda novela baseada na realidade de sua vida, cheia de risos e lágrimas… Poderia celebrar, em poema o mistério de uma vida vivida no silêncio, carregado de emoções…Silêncio inebriado de luz… Silêncio cheio de clarinadas e dobres de sino!… Silêncio dos Santos…Silêncio dos heróis!…

Uma estrela apareceu no céu da Congregação e contemplou sua órbita num recanto da América, chamado Urussanga- SC, mas não se apagou… Não se apagará jamais! Estrelas que não se apagam!…Estrelas brilham sempre por toda a eternidade. Aqui ninguém relembra sua imagem sem saudades… Ninguém escreve sobre ela sem chorar, como eu que envio, entre lágrimas, esta mensagem da verdade!

Repassei o diário da casa… Reuni datas e fotos… Não vou enviar nada disto! Vou apenas dizer, com simplicidade, que por este asilo passou um freira humilde, uma educadora-mãe, uma criatura abraçada com os pobres e abraçada com Deus! Uma freira humana e divina: amiga das crianças, amiga dos padres, amiga de São José, amiga de Deus.

Não é preciso estátua nem fotografia: sua presença, seu sorriso, sua bondade, seu clarão não se apagam. Suas promessas eram aceitas pelo céu… Suas profecias se realizavam quase ao pé da letra…

Escrevi a mensagem, sem corrigir uma vírgula. Ela é breve, porque a verdade é breve e simples: ela é uma santa.”