Irmã Eligia que, no Batismo, foi chamada de Teresa Nobile, nasceu em Zinasco Vecchio, Itália.

A característica mais marcante dessa corajosa Religiosa foi sempre a sua imensa caridade. Apesar de ser bastante enérgica, amante da ordem e exigir de suas coirmãs pontualidade na oração e responsabilidade em seus compromissos, Irmã Eligia era uma pessoa toda voltada para os outros, especialmente os doentes e as crianças necessitadas. Muito sensível aos sofrimentos das pessoas , ela tinha um grande coração e quando via alguém necessitado sempre dava um jeitinho de ajudar e de amenizar seus sofrimentos.
Quando veio para o Brasil, ela foi trabalhar no Hospital “São Marcos”, de Nova Veneza-SC, pois era enfermeira; trabalho que exercia com exemplar dedicação e responsabilidade. Como o “Bom Samaritano” do Evangelho, ela fazia tudo para que os doentes fossem respeitados e bem atendidos, sempre pronta para rezar com eles, incentivando-os a terem confiança na cura e na recuperação da saúde.
De espírito vigoroso, disponível e muito correta em seu proceder, Irmã Eligia aceitava qualquer serviço. Tinha grande dom para a adiministração e quando coordenava o movimento hospitalar ou a Comunidade religiosa, o fazia com muita competência. Pessoa orante e de grande confiança em Deus, essa enfermeira caridosa gostava também de cantar e arrumar a Capela para Jesus Sacramentado.

Na comunidade, Irmã Eligia amava muito as Irmãs e formandas e procurava sempre o bem de todas, interessando-se para que aprendessem tudo o que estivesse ao seu alcance. Mesmo trabalhando nos hospitais, sempre que podia, enviava, generosamente, alguma coisa para a Casa de Formação, sacrificando-se pelo bem das formandas. Tinha também um carinho especial com as meninas acolhidas e seu extraordinária caridade era exemplo para todos!
Irmã Eligia ajudava os parentes das Irmãs e as famílias mais pobres, procurando fazer estudar as filhas. Andava sempre com uma sacola na mão cheia de coisas para distribuir aos mais necessitados. Várias vezes, nos hospitais por onde trabalhou, Irmã Eligia assumiu e acolheu crianças, por tempo indeterminado, para tratamento ou por falta de recurso dos pais.

Na sua velhice, ainda lúcida, Irmã Eligia se recordava muito do Brasil, onde ficou por 33 anos, e dizia rezar todos os dias, em português, a oração da Consagração a Nossa Senhora.
Esta religiosa, que doou sua vida pelos mais frágeis, com exemplar caridade, faleceu, bem idosa, aos 24 de outubro de 1998, em Voghera, na Itália.