Qua 1 Jul 2009
Irmã Aurelia Omarini nasceu em Paruzzarro, Itália, e, no Batismo, foi chamada de Vittoria Maria Giuseppina. Dez anos após a Primeira Profissão, ela veio ao Brasil, como corajosa pioneira do primeiro grupo missionário.

Esta religiosa amável possuía grandes dons para os trabalhos manuais, e sempre pretou esses preciosos serviços, que sabia fazer tão bem, pelos diferentes lugares por onde passou. Conta-se que era uma “fada” caprichosa.
No início da Missão brasileira, dedicou-se a ensinar trabalhos manuais para para as formandas para as internas, além de ajudar também na Paróquia, na Catequese e Liturgia. O trabalho manual era uma arte muito valorizada naquele tempo e, por isso, Irmã Aurelia era muito preocupada pelas senhors e pelas moças de Nova Veneza-SC e região, que queriam que as Irmãs fissem os enxovais para os casamentos.
No Noviciado, como Mestra de trabalhos manuais, Irmã Aurelia produzia junto às jovens formandas, os trabalhos de encomenda tão solicitados pelas senhoras, para ajudar no sustento da casa e, ali, ela alternava o dia entre oração, os trabalhos da casa e os trabalhos manuais.
Pessoa de grande espírito de oração, Irmã Aurelia, como autêntica Beneditina, deixou às Irmãs e formandas, que com elas conviveram, um grande exemplo de amor pela oração, pelo silêncio e pelo trabalho. em suas aulas trazia sempre consigo, no braço, um terço, para lembrá-la de rezar sempre a Deus e procurava rezar com as alunas e formandas, muitas jaculatórias e a oração que abençoava cada hora.
Em 1946, Irmã Aurelia foi para Campos Gerais- MG, onde exerceu a missão de Superiora de suas coirmãs. Entre os anos de 1956 a 1960, trabalhou também em Laguna-SC, cuidando dos idosos pobres e abandonados no Asilo”Santa Isabel”.
Em março de 1960, Irmã Aurelia voltou para a Itália, após 24 anos de dedicação a Deus pelo bem da missão no Brasil, e faleceu em Voghera, depois de longos dias de agonia, no dia 16 de maio de 1985.
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Julho 14th, 2009 at 18:05
Ir. Aurélia muito contribuiu com sua simplicidade e delicadeza. Ensinou não somente os trabalhos manuais, parte da tradição da Congregação, mas principalmente o amor a Jesus Cristo. Isso com seu exemplo de vida, dedicação, amor ao silêncio, a oração, ao trabalho. Sua disponibilidade e generosidade em aceitar vir em missão para o Brasil, nos ensina que confiar na Providência é estar aberta(o) para atuar onde a Providência nos chama a ser seu prolongamento no amor e na dedicação aos nossos irmãos mais necessitados.
Pedimos que interceda por nós nesta caminha, a senhora que já goza da Páscoa definitiva, para que possamos corresponder com dignidade a Vontade de Jesus Cristo.