Seg 1 Jun 2009
Esta religiosa, de olhos vivazes e profundos, nasceu em Garlasco, Itália. Recebeu, no Batismo o nome de Rosa Franchini.

Motivada por um grande amor a Deus, Irmã Flávia foi capaz de deixar sua Pátria e integrar o primeiro grupo missionário. Quando veio para o Brasil, ela era professora diplomada, missão que exerceu também em Nova Veneza-SC, com paixão e grande competência: seus alunos eram considerados sempre os mais preparados.
Era uma pessoa muito educada e prendada. Conhecia música e tocava piano muito bem. Estudiosa, em pouco tempo, Irmã Flávia aprendeu o português e pôde assim dar aulas para as jovens internas e para as moças, rapazes e crianças, que vinham participar das aulas no Colégio “Instituto Sagrada família”.

Sempre comunicativa e sorridente, ela tinha o dom de cativar e convencer as pessoas ao seu redor.
Irmã Flávia era muito culta e tinha um profundo conhecimento sobre a História da Igreja, a Sagrada Escritura e as Religiões e, assim, colaborava tambéma na formação das novas jovens candidatas à Vida Religiosa. Ela tinha grande amor a Nossa Senhora e era devota de São Bento e São José. Amava a Igreja, e tinha grande interesse pelo crescimento da Congregação.
Pessoa de fé e oração, Irmã Flávia era cheia de Deus e levava muito a sério seus compromissos religiosos. Quando falava de Jesus, seus olhos e todo o seu ser se iluminavam; sabia ler nos acontecimentos de sua vida e da missão, a ação poderosa da Providência Divina. As Irmãs, muitas vezes, a ouviam dizer: “Oh, Santíssima Providência de Deus!”
Entretanto, embora seu espírito fosse vigoroso, sua saúde era frágil! Nos primeiros anos da Missão, não se adaptando ao clima do sul do Brasil, ela contraiu tuberculose pulmona, doença muito temida naqueles tempos e , por isso, teve que ir se tratar em um sanatório em Petrópolis-RJ, mas nunca restabeleceu a saúde, por completo. Ao regressar a Nova Veneza-SC, ela não pôde mais dar aulas, como professora, entretanto, não desanimou! Sua força vinha de Deus e, por isso, aceitava, com fé e otimismo, as circunstâncias que a sua doença a submetia, e continuou a colaborar na formação das Noviças, fazendo a Leitura, explicando as Constituições, regras de vida das Irmãs Beneditinas da Divina Providência, e ajudando suas coirmãs que eram professoras.
Em 1953, quando regressou para a Itália, após 17 anos de apostolado, Irmã Flávia estava novamente doente.
Irmã Flávia estava muito doente quando faleceu, na Itália, no dia 20 de março de 1966. Tinha, então, 64 anos de idade.
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Junho 9th, 2009 at 21:53
Somente um coração simples, humilde e generoso é capaz de escutar a um grande chamado missionário. Ir. Flávia é de fato um grande exemplo de missionária que soube tornar viva a presença Providente de Deus…
Julho 14th, 2009 at 22:30
Quando questionada a respeito da missão devido sua saúde frágil, Ir. Flávia respondeu: “A minha força vem de Deus! Aquele amor que me impeliu um dia, a deixar os nossos queridos familiares, a nossa cidade, me impele, hoje, a deixar também minha pátria. Por que deveria recuar?”
Nesses 160 anos de Congregação, muito temos a agradecer a essas Irmãs que deixaram tudo, inclusive a própria pátria para lançar sementes em nosso Brasil, sendo prolongamento da Divina Providência.
Ir. Flávia não se deixou abater pelas dificuldades e limitações, mas soube enfrentar tudo por amor a seu ideal, por amor a sua vocação e ao Reino de Deus.
Pedimos sua intercessão Irmã, para que possamos ter a mesma garra e a mesma disposição para dar continuidade a missão que a Divina Providência nos confiou de Acolher, Assistir e Educar a infância e a juventude marginalizada, principalmente nesses tempos onde os valores estão se tornando cada vez mais raros, onde há órfãos de pais falecidos, mas também de pais vivos. Vós que soube tão bem ser educadora e mestra, seja nosso exemplo em nossa missão.