Irmã Ferdinanda Cossiga nasceu em Sassari, Itália, e recebeu, no Batismo, o nome de Salette. Era professora diplomada e, antes de vir para as terras brasileira, essa bondosa religiosa dedicou-se à instrução religiosa por vários anos.

Irmã Ferdinanda - Nova Imagem  1

Com um andar seguro e olhos preto, Irmã Ferdinanda foi uma grande educadora. Sempre cordial e agradável, ela conseguia conquistar a simpatia de seus alunos mais vivazes e irrequietos. Sua fé e seu amor a Deus a motivaram na nobre missão de educar. Ela dizia: “O nosso dever de educadores é, principalmente, aquele de transmitir Deus às almas e as almas a Deus!”
Antes de deixar a Itália, Irmã Ferdinanda fez um curso de Farmácia e, quando chegou em Nova Veneza-SC, ficou a princípio, no hospital “São Marcos”, onde trabalhou como enfermeira.
No início de 1940, com mais três coirmãs, aceitou o desafio de ir, pela primeira vez para Minas Gerais, na cidade de Três Pontas- MG. Mais tarde, com a chegada de Irmã Concetta Calcagno, que veio ao Brasil em 1949, as duas assumiram a missão de Superiora, respectivamente, das Comunidades do Hospital “São Francisco de Assis” e do Colégio “Sagrado Coração de Jesus”, pois as demais Irmãs eram novas. Ambas se ajudavam mutuamente.
De temperamento calmo e humilde, embora falasse pouco, Irmã Ferdinanda era alegre e tinha facilidade para fazer amigos. Em sua convivência fraterna, sabia ser paciente, prudente e muito bondosa e, por isso, era miuto querida por todos. De saúde frágil, esquecia-se de si mesma, para ajudar os que estavam a sua volta.
Pessoa de oração, Irmã Ferdinanda tinha alma contemplativa. Gostava de observar as flores, ouvir o canto dos pássaros e de trabalhar na horta. Ficava triste quendo não podia participar da Santa Missa, que considerava indispensável para sua vida de fé. Ela também valorizava o silêncio, a pobreza, a austeridade e tinha grande amor pela Congregação.
.
Irmãs - digitalizar0056

Essa generosa Irmã ficou no Brasil por quase 27 anos; depois voltou para sua pátria. Em sua velhice não tendo mais condições físicas para o trabalho, Irmã Ferdinanda perdeu também a fala, mas ainda se comunicava através de gestos e de seu doce sorriso.
O Senhor Deus a chamou no dia 02 de janeiro de 1968