Irmã Faustina Oldani (Maria Madalena Oldani) nasceu em Diamante, na Argentina, no dia 1º de dezembro de 1889. Era filha de José Oldani, um industrial italiano, e de Teresa Terra, doméstica.

Quando era ainda Jovem, seus pais regressaram à Pátria, Itália, estabelecendo-se numa cidade da Lombardia, onde realizou seus estudos. Aos 17 anos, ela se sentiu chamada a servir a Igreja, na Vida Religiosa, e no dia 30 de setembro de 1908, ingressou na Congregação das Irmãs Beneditinas da Divina Providência, em Voghera – Itália, onde fez o Noviciado. No dia 15 de agosto de 1909, recebeu o hábito religioso e, 14 de agosto de 1910, fez a Primeira Profissão Religiosa.
Foi logo nomeada professora no Jardim de Infância de Baveno, onde ficou durante 10 anos. Depois disto, foi transferida para trabalhar no seminário Diocesano de Bobbio, como Superiora da comunidade e diretora da obra, num período de 16 anos.
Deus em seu plano Divino reservara-lhe uma grande missão: partir, com um grupo de seis Irmãs, para as missões no Brasil. Aqui, as Irmãs que a conheceram, todas são unânimes em ressaltar seu espírito de sacrifício, de oração e de confiança ilimitada na Divina Providência.
Foi uma irmã exemplar. Lutou muito para conseguir licença para abrir o Noviciado, em Nova Veneza – SC. Quantas noites permanecia levantada, fazendo tricô, para poder ganhar um dinheirinho, a fim de providenciar o necessário para todas. Era de admirar sua fé em São José.
Ofereceu sua vida para o bom êxito das Jovens brasileiras chamadas à Vida Religiosa. Quando devia, por direito, voltar a sua Pátria, para visitar os familiares, renunciou, dizendo que ofereceria este dinheiro para a construção do Noviciado. Antes de morrer, depois de Passat 13 anos junto as crianças do Paraíso da Criança, em Urussanga-SC, numa doação total, pediu licença ao diretor desta casa para morrer ali mesmo, mas, se pudesse, queria ser enterrada no mesmo dia, para não dar trabalho, à noite. Assim, as crianças dormiriam mais sossegadas.
Em 1963, após 53 anos de dedicação a Deus e aos irmãos, na Vida Religiosa, o Senhor veio buscar essa Santa Religiosa, justamente no Dia dos Finados. Sua morte causou grande tristeza ao coração das Irmãs e de todo o povo de Urussanga. As crianças ficaram inconsoláveis e duplamente orfãs. Ela Morreu aos 74 anos de idade, vítima de complicações de um derrame celebral. No dia de sua morte, estava rodeada por muitas crianças e coirmãs, a quem amou tão profundamente e por quem foi capaz de entregar toda sua vida.
Depoimento de Monsenhor Angenor Neves Marques:

“ Irmã Faustina… Que direi? Poderia escrever uma linda novela baseada na realidade de sua vida, cheia de risos e lágrimas… Poderia celebrar, em poema o mistério de uma vida vivida no silêncio, carregado de emoções…Silêncio inebriado de luz… Silêncio cheio de clarinadas e dobres de sino!… Silêncio dos Santos…Silêncio dos heróis!…
Uma estrela apareceu no céu da Congregação e contemplou sua órbita num recanto da América, chamado Urussanga- SC, mas não se apagou… Não se apagará jamais! Estrelas que não se apagam!…Estrelas brilham sempre por toda a eternidade. Aqui ninguém relembra sua imagem sem saudades… Ninguém escreve sobre ela sem chorar, como eu que envio, entre lágrimas, esta mensagem da verdade!
Repassei o diário da casa… Reuni datas e fotos… Não vou enviar nada disto! Vou apenas dizer, com simplicidade, que por este asilo passou um freira humilde, uma educadora-mãe, uma criatura abraçada com os pobres e abraçada com Deus! Uma freira humana e divina: amiga das crianças, amiga dos padres, amiga de São José, amiga de Deus.
Não é preciso estátua nem fotografia: sua presença, seu sorriso, sua bondade, seu clarão não se apagam. Suas promessas eram aceitas pelo céu… Suas profecias se realizavam quase ao pé da letra…
Escrevi a mensagem, sem corrigir uma vírgula. Ela é breve, porque a verdade é breve e simples: ela é uma santa.”
